Meio Físico
| Localização |
Ribeira (A Coruña) |
| Superficie |
996 Ha. |
| Data de declaração |
5 de Junho de 1992 |
| Legislação |
Decreto 139/1992.
DOGnº113 de 15 de junio de 1992 |
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O espaço natural, que se encontra dominado pela imponente figura da grande duna móvel, acolhe dentro dos seus limites uma grande variedade de habitats e de paisagens formosas, tudo isto distribuído ao longo dos seus quase 1.000 ha de superfície.
Limita, no seu extremo Norte, com um grande anel costeiro de praias, de aproximadamente 4 km de longitude, muito apreciado e visitado por populações vizinhas e por turistas. Termina nos seus dois extremos em falésias rochosas.
A face virada para o interior estende-se ao complexo dunar, à ampla planície areosa e às lagoas e marismas que encerram de forma natural o que antigamente era uma baía, roubada ao mar.
Por traz do complexo dunar encontramos uma marisma constantemente inundada pelas marés e atravessada por pequenos canais e duas lagoas, uma de água salgada (Carregal) e outra, mais a Sul, de água doce (Vixán).
O espaço completa-se com pequenos núcleos povoados e as suas respectivas zonas de influência, cultivos, pinhais, prados, etc.
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O clima é de tipo oceânico húmido (com tendência atlântica). A precipitação anual média é de 1.200 mm durante 115 a 130 dias ao ano. A temperatura média oscila entre os 18ºC no Verão e os 9,5ºC no Inverno. Não apresenta geadas nenhum dia do ano.
Há dois ventos dominantes, o de SO, no Inverno, associado a temporais, e o de N a NE, no Verão, mais moderado.
O regime de temperaturas indica-nos que não há grandes variações ao longo do ano.
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O conjunto geológico do PARQUE NATURAL formou-se há 12.000 ou 15.000 anos (período quaternário).
A erosão e a acumulação de areia pelo vento (eolização) originou uma barreira areosa que encerrou a baía original. Formou-se assim uma massa de água estagnada, que se foi colmatando progressivamente por sedimentos do vento e dos rios, emergendo do solo firme e perdendo profundidade, dando lugar à actual lagoa do Carregal.
Esta ficou ligada ao mar por pequenos canais que, em conjunto, recebem a denominação técnica inglesa de lagoon.
O solo emergido, formado por lodo e areia, constantemente submetido à oscilação do nível de água por causa das marés, evoluiu até formar a actual marisma, povoada por plantas adaptadas às inundações e à forte salinidade do mar.
Posterior à formação da barreira areosa, que fechou a antiga baía, a acção do vento originou o aparecimento dos dois cordões litorais de dunas e, sobretudo, a grande duna móvel. Esta tem uma longitude superior a 1 km, 200 a 250 m de largura e 12 a 15 m de altura. A duna avança impulsionada pelo vento face ao interior, com uma direcção aproximadamente de NE com um movimento lento e constante.
Completa o conjunto, a lagoa de Vixán, que, ao não ter contacto com o mar, é de água doce, o que a diferencia profundamente, em relação à sua flora e microfauna, da do Carregal.
A vegetação completa-se, nos solos mais evoluidos que rodeiam o complexo de dunas - marisma, com um pinhal de pinheiros marítimos (próprios do país) e radiata (originário da América do Norte). Junto ao pinhal há também um matagal de tojos, urzes e gestas. Misturados com pinheiros vêem-se carvalhos, ameneiros e salgueiros.
Em definitivo, no parque encontram-se representados 247 espécies vegetais, segundo P. Guitián e J. Guitián, o que representa um número muito importante, tendo-se em conta a especificidade ecológica deste tipo de meios. Muitas das mencionadas são novidades provinciais ou regionais.
A vegetação das dunas é fortemente especializada, com resistência ao sal e de porte rasteiro. Destaca-se um complexo florístico de Ammophyla arenaria, Helscrhysum picardii, Scrophularia frutescens, etc., acompanhadas de brións ou líquenes, que evitam a acção erosiva do vento ou a dessecação excesiva do solo. Para os botânicos interessados, merecem especial menção alguns exemplares pelo seu carácter endémico (Ranunculus ophioglossifolius, Spiranthes aestivalis, Omphalodes littoralis subsp gallaecia, etc.).
A vegetação das marismas responde às característscas físico-químicas do substrato, submetido a inundações periódicas e oscilações das marés. As junqueiras e os carrizais-juncos ocupam preferencialmente estes substratos, acompanhados de herbais halófitos de Berdolaga marina, Limonium serotinum, Suaeda marítima, etc. Também se pode ressaltar a presença na marisma da lagoa de Artes de Naxa marinha, muito rara nos terrenos alagadiços litorais da Galiza.
A lagoa de Vixán mostra uma vegetação de preferência doce, onde se destacam povoações de ranúnculos e outros hidrofitos enraizantes.
A vegetação confere ao parque um carácter de originalidade e rareza dignos de menção. Somente o complexo dunar alberga umas 200 espécies de vegetais superiores, algumas incluídas no catálogo de plantas endémicas raras e ameaçadas de Espanha e outras com um valor florístico o biogeográfico único.
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Os censos de aves aquáticas invernantes efectuados no parque nos últimos anos proporcionam uma média de 2.300 indivíduos anuais, reunidos em, pelo menos, 35 espécies.
A existência de numerosos habitats diferenciados dentro do parque natural possibilita a existência de uma fauna diversa e muito atractiva. Assim podem encontrar-se na zona 10 espécies de anfíbios das catorze existentes no total na Galiza (70%), ou 14 espécies de répteis das 20 presentes na Galiza (71%).
Os grupos faunísticos mais significativos são:
- As comunidades de invertebrados presentes no lodo e áreas afectadas pelas marés. - As aves ligadas ao meio aquático, salgado ou doce. *
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Os anfíbios e répteis associados às extensas planícies areosas e às frequentes zonas húmidas.
A comunidade de invertebrados está integrada por multitude de lombrigas, micro crustáceos, larvas de insectos e peixes, insectos e moluscos de todos os tamanhos. A sua extraordinária abundância, originada pela alta produtividade deste tipo de ecossistemas, provém de alimento às demais comunidades de vertebrados, sendo a base de subsistência das numerosas povoações de aves, anfíbios, répteis, etc
As condições especiais biológicas desta zona húmida litoral tornam-na na principal área de criação de todas as espécies de peixes e crustáceos que habitam na costa circundante, pelo que a riqueza da pesca comercial nas águas próximas depende do desenvolvimento normal das suas larvas nas águas da lagoa e marisma do Carregal.
As aves, sobretudo as aquáticas, encontram neste parque natural excelentes condições para a criação e vida sedentária durante todo o ano, mas sobretudo para o descanso e a alimentação durante as passagens migratórias invernal e primaveril. É então quando se concentram aqui as principais quantidades de anatídeos, pequenas pernaltas, aves marinhas e passeriformes, que aproveitam a segurança que lhes oferece a reduzida intervenção humana destas paragens e as abundantes fontes de alimento.
As ondas de frio que atingem ocasionalmente o Norte da Europa fazem com que se produzam visitas ocasionais de espécies raras, como cisnes ou gansos. A melhor época para contemplar esta variada gama de visitantes é durante os meses de Outubro a Março.
Na zona costeira podemos observar a gaivota chorona e sombria, alca comum, corvo-marinho grande, corvo-marinho cristado, negrón comum, colimbos, alcatrazes e pardelas. A praia e as zonas de lodo acolhem limícolas, como correlimos, pílula cativa patinegras, ostreiros, mazaricos, lavandeiras e virapedras.
Nas massas de água encontramos garças, garcetas comuns, espátulas e todo tipo de patos, cercetas porroas, somorgullos, fochas, etc.
A zona perimetral e planícies areosas mostram um tapete de avifauna formado por lavercas, escribáns, bisbitas, currucas, carriceiros, voitróns, etc, e aves de rapina, como o açor, o gabián, a coruja comum e a das junqueiras e o raro Rapina gavião.
O Parque Natural do Complexo dunar de Corrubedo e lagoas de Carregal e Vixán alberga uma variada povoação de anfíbios e répteis nos seus diversos habitats, especialmente nas suas planícies areosas e zonas húmidas. Nestas últimas encontram-se condições idóneas para a reprodução e posterior expansão por toda a região destes animais.
As espécies mais representativas são a rã verde, o sapo corredor, sapo de esporas, sapo pinto, tritão, salamandra, cobra de colar, escáncer ibérico e a víbora de Seoane.
Como endemismos, é importante destacar o tritão (Triturus boscai) ou a lagartixa galega (Podarcis bocagei).
O contorno do parque é visitado esporadicamente por numerosas espécies de aves e mamíferos não necessariamente ligados aos seus habitats, senão aos próprios das terras de cultivo e campos próximos, como raposas, texugos, ouriços, esquilos, javalis, ou a lontra escorregadia, que encontra nas lagoas o seu meio ideal.
Por último, nas águas próximas à costa, não é raro avistar a passagem de golfinhos e outros cetáceos.
Não se pode terminar esta breve introdução à fauna do parque sem lembrar as dificuldades que envolve a observação de algumas das espécies citadas. Na maior parte dos casos, sobretudo no que respeita à avifauna aquática, bastam algumas doses de paciência e discrição. No entanto, no caso dos vertebrados terrestres, anfíbios ou répteis, de costumes muito mais reservados, a sua presença, na maioria dos casos, passa despercebida para o visitante ocasional. Alguns conhecimentos prévios dos seus costumes ou hábitos podem ser de grande ajuda.
Em qualquer caso, convém lembrar que a nossa atitude deve ser de máximo respeito pela a fauna, a flora e os seus habitats naturais, evitando recolher animais ou plantas e procurando passar o mais despercebidamente possível, com o fim de contribuir para que continuemos a disfrutar de um dos nossos mais valiosos bens naturais.
A quantidade de restos arqueológicos descobertos em toda a região, o que deu origem ao aparecimento de numerosas lendas e fantasias referentes às dunas. Entre elas a existência da mítica cidade de Valverde abaixo das dunas do Parque.
O Campo de minas do Castro de Carreira, onde se descobriram muitos restos arqueológicos, cerâmica primitiva, machados de pedra, múmias e sepulturas, já foi referido pelo Padre Sarmiento na sua "Viaxe a Galicia" (Viagem à Galiza) de 1745.
Para além das lendas, por outro lado tão enraizadas na própria maneira de ser e sentir galegas, as paróquias da zona caracterizam-se pela sua relação íntima com o mar, como vilas de marinheiros e emigrantes. O seu momento culminante marca a chegada de empreendedores Catalãs que abriram numerosas fábricas de salga e processamento de peixe, nos finais do século XVIII.
Ribeira ostenta o título de cidade desde 1906, quando o rei Alfonso XIII o lhe concedeu pelo seu grande desenvolvimento industrial e comercial ajudado pela intensa actividade do seu porto.
Entre os anos 1963 e 1977 a pesca experienciou em todo o município um auge de progresso, chegando o porto de Ribeira a ocupar o quarto posto a nível nacional em respeito a peso de capturas, sendo unicamente superado pelos portos de Vigo, As Palmas e A Coruña, por esta ordem. Na actualidade é o primeiro porto de Espanha em pesca de baixura.
O tapete de fundo de Corrubedo, assim como a sua heráldica, está formado pelas dunas e as lendas Da Pedra Ferreira e Lagoa de Carregal.
Na estrada de Corrubedo para Oleiros, entre pinhais, está o Dólmen de Axeitos chamado Pedra do Mouro, um dos monumentos pré-históricos galegos mais interessantes.
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O parque conta com uma série de infra-estruturas de uso público para oferecer ao visitante uma visita mais agradável e organizada.
- Centro de Recepção de Visitantes "CASA DA COSTA"
Neste edifício, denominado "Casa da Costa", o visitante encontrará toda a informação necessária para uma visita proveitosa (mapas, percursos de itinerários, ecossistemas, etc.). a "Casa da Costa" alberga também as instalações administrativas.
A equipa de informação do parque ocupa-se também da organização de visitas e atendimento ao público; para isso conta com diverso material gráfico e com uma sala de audiovisuais. Recomenda-se que toda visita tenha o seu começo neste centro.
- CIELGA

O nome de CIELGA (Centro de Interpretação do Ecossistema Litoral da Galiza) define instalações concebidas como museu-exposição destinadas a ensinar ao público a riqueza ecológica da costa galega.
A sua visita permitir-lhe-á fazer um percurso mais interessante e informativo pela fauna, flora e a formação geológica do parque.
- Cafetaria-restaurante e área recreativa
No Vilar está situada a cafetaria-restaurante e uma área recreativa, com infra-estrutura apropriada para o descanso e alimentação dos visitantes.
Lembramo-lo da obrigação de utilizar somente as áreas recreativas para comer, merendas, etc., respeitando assim a tranquilidade e integridade necessárias do parque.
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Parques de Estacionamento
O parque dispõe de dois parques de estacionamento situados em Olveira (Norte) e Vilar (Este), onde o visitante deverá deixar o seu veículo, já que o trânsito pelo parque só se pode fazer de forma pedonal.
Nos extremos Norte (praia Ladeira) e Sul (Vixán), existem duas zonas de estacionamento de menor capacidade.
O parque conta com uma série de painéis que situam o visitante no espaço onde se encontra, dando-lhe informação sobre os valores naturais e algumas normas simples de comportamento para ajudar a conservação e manutenção da sua riqueza.
Estes painéis estão situados na praia Ladeira, estacionamentos de Olveira e Vilar, miradouro de Castro Cidá e no extremo sul do parque (Vixán).
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Use os caminhos. No interior do parque, evite caminhar fora deles.
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Não corte flores nem arranque plantas: pode pôr em perigo espécies únicas.
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O lume pode destruir a vida do parque. Não acenda fogueiras nem atire cigarros acesos ou mal apagados.
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Não acampe no parque. Utilize os parques de campismo próximos.
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Por favor, recolha os seus próprios resíduos ou utilize os caixotes de lixo.
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Não deixe o seu cão solto pelo Parque. Leve-o com coleira.
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Não transite com veículos fora das vias autorizadas para o fazer.
- Respeite os campos de cultivo, encerramentos e cancelas.
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Use exclusivamente as áreas recreativas para merendar.
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Casa da
Costa
(Centro de Recepção de Visitantes)
15967 O VILAR - CARREIRA - Ribeira
(A Coruña)
Telf. : (981) 87 85 32 Fax: (981) 87 85 27
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Serviço Provincial do Meio Ambiente Natural de A Coruña.
Delegação Provincial da Conselhería
do Meio Ambiente
Plaza Luis Seoane, s/n - 5ª andar
15008 A CORUÑA
Telf. : (981) 18 45 85 Fax: (981) 18 46 54
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Acessos ao Parque Natural
Os dois acessos fundamentais ao parque, desde o Norte e o Sul da Comunidade, têm início em Santiago de Compostela e Padrón, respectivamente.
Desde A Coruña: Autoestrada do Atlántico A-9 ou estrada N-550 até Compostela e, depois, C-545, por Noia, ou C-550, por Ribeira.
Desde Pontevedra e Vigo: Autoestrada do Atlántico A-9 ou N-550 até Padrón, e C-550, por Ribeira.
Tanto desde A Coruña como desde Pontevedra e Vigo, pode utilizar-se a via rápida VRG-11, que, partindo de Dadro, na C-550, vai directamente a Ribeira.
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Informação adicional:
Para qualquer questão ou esclarecimento adicional pode dirigir-se a:
§ Consellería de Medio Ambiente
Centro de Desenvolvemento
Sostible
S.X. de Información,
Formación e Tecnoloxía Ambiental
§ Solicitação de informação via Internet
San Lázaro s/n
15781 - Santiago de Compostela (A Coruña)
Tlf.: 981-541-763 Fax: 981-541-765
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©
Xunta de Galicia
Serviço po-la Conselhería
de Meio Ambiente
Informação mantida pelo e 31st. Centro de
Desenvolvemento Sostible.
Última actualização: «
02/12/2004 17:43:0803/13/2003 13:13:42 »
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